domingo, 15 de Novembro de 2009

À partida sou uma fã incondicional de filmes de terror. Irrita-me de certa forma que o poder do coração sobressaltado (e bem sei que não é necessário ser de terror) seja tão incompetente no cinema mundial, tão fraco, tão previsivelmente caótico na sua margem narrativa. O misticismo da ilusão, da certeza ficcional, abala as contracções de esperar uma construção visual brilhante. Mas gosto da procura de espanto, de uma mão cheia de momentos inopinados, que esconder a mágoa de um género desvalorizado na sua mediocridade. Às vezes encontro em filmes escolhidos a dedo, uma margem menos fúnebre, um elo de ligação às origens e uma reviravolta minimalista na sua crítica adoptada. A fotografia do The Ring, encheu-me os olhos ontem. Tinha de denotá-lo.

pausas

sábado, 14 de Novembro de 2009

eclipse

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

- I just wanna get Chloe off this island. - I just wanna get Chloe.

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Surpreendida, deixo-me a saborear os prazeres do movimento em série. Sem pausas. Ari Schlossberg, escritor de Hide and Seek, o saboroso momento de Dakota Fanning, passa pela TVI no final da noite. Criou, de derivados momentos ocasionais, uma série constrangedoramente convincente e com um twist final autónomo de si. O elenco instantâneamente aceitável, e até bastante brilhante, conduz uma história familiar numa ilha haliêutica ao largo de Seattle. Harper's Island vale a pena a aposta, e Matt Barr também...no guiltiness.
quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Eu que ganhava o dia a implicar com o iphone, agora só o quero.

the unknown

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

"This is it. If I take one more step it'll be the farthest away from home I've ever been."

reflexos

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Aponta; acertou em cheio

Delicioso; uma mistura constante de cores cheias de sentido nato. Cinco estrelas utópicamente reais, cheias de recantos por descobrir. Pixar, depois de Wall-E, mas Pixar que surpreende ainda assim. Nem Wall-E me encantou tanto, e se o fez foi apenas pela sua lição silenciosa. Às vezes a ausência de som é poderosa. Desta vez a explosão foi mais severa, menos eloquente. A gargalhada nos detalhes mais simples, a tristeza nos vincos da realidade. Apertou-me o coração, certo momento em Up. E cinema, em espectros meramente criados pela imaginação é ainda assim cinema; cinema é isto. É o contar da história, uma visão congelada. É aprender, e ensinar. É acima de tudo subir. Ave Pixar.
segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Estou a hiper-ventilar há cerca de um dia. Vi o trailer do Doctor Parnassus há vinte e duas horas e ainda não recuperei o fôlego.

a esperança atrás das costas

domingo, 23 de Agosto de 2009
Chegar ao fim, sem antever o seu final. Se será feliz, ou entristecido. Fazer da vida o cúmulo do sofrimento por uma promessa congelada. Chegou ao mar, enraivecido perante a fatalidade. Mas chegou ao mar, pela franqueza de coração.
sexta-feira, 29 de Maio de 2009

A perfeição nítida da desfocagem. O desconsolo de uma cena inacabada, soturna, elaboradamente simples. E a fragilidade satírica da morte num plano cru, nu, de toque. Será a ausência, morte?
sábado, 16 de Maio de 2009
De seguida, e para terminar a eleição, os cinco filmes mais marcantes de 2008. A ausência na escrita sucumbe á ausência no cinema; poucos têm sido os filmes que tenho visto. Talvez daqui a algum tempo, a escrita, a ideia, a crítica retorne com toda a sua força. Até lá, bom cinema.
terça-feira, 14 de Abril de 2009
Aproveitando o post do Knoxville, aqui, e o pressuposto assunto corrente da blogoesfera cinéfila, se há coisa que não entendo em si é a crítica á crítica de cinema. Arte majestosa, o cinema ergue-se como monumento que divide paixões. Sendo já em si uma quota parte de censura, a crítica não pode ser limitada por alvos comuns de bom senso; é apenas uma opinião ou tudo ou nada sincera, mas sempre pessoal.
Terá o seu tecer algo de imoral, algo de determinante no ponto de vista da exposição, dos spoilers, do peso que um projecto detém no seio da comunidade social? Não concordo, há contudo sim, críticos que o fazem conscientemente. Porém a crítica é apenas uma opinião estudada, não tendo de ser aceite como única ou correcta. Uma crítica não é linear. uma crítica é sempre um aparte.

Quem disse que o Titanic era "as spectacle, sets a new standard; as romantic drama, it's substandard", está bem está, espera que já lá vou.

Full of grace, on his dark materials

sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Fantasia abomina-se em ideais extremamente morais. Mas eu gosto de profecias assim, em que um corpo pequeno, com a sua alma, será capaz de salvar o mundo, e todos os outros. Lyra escreve direito por linhas tortas; traquina, severa, com os seus ideais bem assentes num corpo de menina pequena, ela é capaz de mudar o mundo de facto e apenas com a sua amizade e o seu sorriso. Philip Pullman e a sua escrita fantástica deveriam ser emancipados da simplicidade incoerente a que são normalmente relacionados; poderia ser muito melhor, mas a verdade é que não precisa de o ser. Ânsia pelos restantes títulos da saga, uma ânsia serena, infantil. Mas uma ânsia que merece consolo.
terça-feira, 7 de Abril de 2009
Away We Go, The Limits of Control, The Hangover, 500 Days of Summer, Funny People, Taking Woodstock, The Boat that Rocked, Pandorum. Exaustiva espera?
quarta-feira, 1 de Abril de 2009
5. The Darjeeling Limited

Único, totalmente utópico, e no entanto magistralmente simples e nu. Criei empatia com este projecto, como com poucos ao longo do ano, e de anos mais recentes. Tentei rejeitá-lo, mas nem mesmo sem o ver o consegui. Houve sempre como que um chamamento inconsequentemente inconsciente, que me rodeou, me atraiu. Um irmandade, uma união, uma comemoração eloquente e psicológica. Não dá para esquecer aquelas cores, que nos levam ao epicentro da beleza natural.

Marcantes de 2008

6. Juno

Refrescante, uma comédia que não precisa ser hilariante para se tornar de facto numa das minhas preferidas de sempre. Humor tórrido, que emana energia, uma terapia no limiar da ternura e do flangelo juvenil. Sem dúvida alguma imperdível.

Marcantes de 2008

7. Before the Devil Knows You're Dead


Um projecto exasperantemente brilhante, um respirar fundo no negro do crime e da alma humana. Pareceu-me que cada fotograma respirava perda, transpirava azedume, e que a perdição se asseverava como destino irrefutável da perversidade da mente humana e da sua raça. Um conceito de família arrebatador, um elenco de ouro.

Marcantes de 2008

terça-feira, 31 de Março de 2009
8. Bienvenue Chez les Ch'tis


Negro, terno, sincero. Genuídade é quase criminosa, uma forma de olhar as não conformidades de maneira conquistadora. Um chamamento ao que é nato numa mente sã; uma quase descoberta que o cinema que conquista não é somente cinema poético. Uma das melhores comédias de sempre, sem dúvida a do ano.

Marcantes de 2008

sábado, 21 de Março de 2009
9. The Dark Knight

Magistralmente venenoso e fascinante; veneno que sugou e entristeceu pelo sentimento de perda que adveio, muito antes de ter desfecho. Nolan a demonstrar um outro lado da humanidade, um estudo psicológico severo, um tiro no escuro totalmente certeiro. De tirar o fôlego. Ledger, sem dúvida.

Abertura e fecho de uma experiência

domingo, 15 de Março de 2009

Man with a Movie Camera por Dziga Vertov

Marcantes de 2008

quarta-feira, 4 de Março de 2009
10. Hunger


Absorvente e comovente, a luta de Bobby Sands marcou-se como um projecto a reter este ano. Brilhante representação de Michael Fassbender, e carismática realização de Steve McQueen.

"Uma experiência visceral, graficamente violento, de uma beleza visual tão desarmante quanto o conteúdo traumático que retrata, um olhar claustrofóbico e arrojado, sem concessões." Cinerama

Marcantes de 2008

sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
11. I'm not there


Retalhado, composto e tão simples, há melancolia adjacente à biografia de uns ícons musicais de maior familaridade do mundo. Retrato sonoro e de composição visual, demonstrou-se um projecto absorvente e simbólico. Biopic do ano.

"“I’m Not There” é profundamente estranho, mas é ainda mais profundamente arrojado e original." Cinerama

Marcantes de 2008

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
12. WALLE


Absorvente, colorido, simbólico e silencioso, Wall-E é dos desenhos mais humanos e reais que ocuparam a grande tela desde sempre. Robotizado torna-se um conceito análogo de coração e simplicidade, numa explosão eminente de um universo sentimental. Só deu para sorrir sem fim.

"Wall-E é mágico. É um filme repleto de uma inocência, uma magia como apenas a Pixar sabe fazer. Como muito raramente se vê no Cinema. É intemporal, uma verdadeira fábula para miúdos e graúdos. É, simplesmente, Cinema na sua mais bela das formas." Cinefolia

Marcantes de 2008

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
13. Paris


Tão terno e emotivo, o retrato genuíno de uma Paris em estado de graça e profundidade. Com sinceridade a mood é lançada alternando uma Juliette Binoche fenomenal. Paris ganha em tudo o que é e aspira ser. A bela melancolia.